Quanto aos problemas verbalizados pelas famílias, a maioria delas reconhece sofrer de carência económica – apesar de grande parte estar empregada (!). A explicação para este facto é a dos vencimentos serem demasiado baixos e não chegarem a cobrir todas as despesas do dia-a-dia. Esta é a considerada Nova Pobreza, em que a empregabilidade deixou de ser a resolução possível e mais viável para resolver a sua situação.
Outros motivos para recorrerem ao SolSal são o desemprego, problema, este, que é complexificado quando as famílias estão sem documentos, portanto ilegais no país.
Existe um grupo de 4 famílias que já passou pelo projecto (algumas ainda estão a ser acompanhadas) que partilham de um problema em comum – têm como habitação uma pensão, sendo os encargos suportados pela segurança social. A pensão encontra-se totalmente sobrelotada com pessoas de diversas etnias, havendo predominância das etnias ciganas e africanas que, na sua maioria, habitavam em casas abarracadas e que não foram integradas no Programa Especial de Realojamento (PER), por não reunirem os critérios considerados necessários. Desta forma, não possuem habitação própria, vivendo, algumas, há mais de 3 anos em condições precárias, instáveis, sem regras, em que, praticamente todas as semanas, a Polícia de Segurança Pública (PSP) ou o INEM são chamados por desordem, violência, maus tratos, violações, entre outros.
Outro problema que é bastante frequente é a falta de rede de apoio familiar, com maior incidência nas famílias monoparentais, pois muitas não têm familiares que as apoiem, passando o dia todo a trabalhar, indo buscar os filhos à creche ou Jardim-de-Infância ao final da tarde, indo a correr para casa para fazer o jantar e para deitar os pequenos – pois o dia seguinte é outro dia igual.
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Quem sou eu
- Margarida Alonso
- Finalista da licenciatura em Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa.


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