Amizade… ou efectivação do Empowerment?
Por vezes, as pessoas precisam de um (ou vários) amigos.
Já me aconteceu, algumas vezes, procurarem-me só para ouvirem conselhos, conversas ‘bate-papo’, ou como se fosse uma amiga para descarregar as mágoas.
Nestes casos, o que fazer? Sinto-me sempre constrangida, pois se realmente fosse uma amiga minha, eu ia ter com ela, acalmava-a e tentava resolver o seu problema, ou combinava um café + cinema para ‘acalmar mágoas’ (por vezes só ‘bebendo um copo’). Mas neste caos não o é, e acabo por fazer (quase) a mesma coisas: combino um atendimento, claro que não é um café ou um copo, claro, mas acabo por ser a pessoa ao seu lado a acalmá-la e a tentar resolver o problema (quando há problema para resolver, ou quando há resolução, momentânea que seja, para o problema).
Não sei até que ponto isto estará correcto, para a própria pessoa, não para mim profissionalmente! Pois um dia a pessoa deixará o projecto e deixa de poder contar comigo, ficando sem ninguém ao seu lado.
-> Deve-se arranjar amigos enquanto está no projecto?
-> Forçá-la a sair com pessoas e a gostar e criar relação empática com o vizinho?
-> Orientá-la para alguém, ou algo, que a apoie nesse sentido?
-> Levá-la a perceber a situação para que ela própria combata a sua solidão?
-> Ou deixar andar, pois amigos “vão e vêm”?
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Um olhar sobre um mundo, sobre pessoas e sobre a nossa sociedade... Conselho: Observem, olhem, vejam, e acima de tudo... reajam!
Quem sou eu
- Margarida Alonso
- Finalista da licenciatura em Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa.


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