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Como em todos os estágios, existem acções que as alunas realizam ou participam e que não se inserem nos relatórios e trabalho académicos, não havendo forma de mostrar o que, para além do estipulado e da intervenção propriamente dita, fazemos. De entre muitas, uma das actividades que não se enquadraram no relatório final de estágio, foi a realização de atendimentos sociais na Junta de Freguesia dos Prazeres.
De todos os atendimentos que realizei (à volta de 10), os problemas mais comuns foram a falta de dinheiro para pagar a renda, ou seja, estavam à procura de apartamento mais baratos; desemprego; ou procura de apoio domiciliário para idosos a cargo. Para as últimas 2 situações, encontram-se soluções ou ajudas facilmente, mas no caso das rendas serem demasiado altas para conseguir pagá-las sem o agregado ficar endividado é muito difícil.
No caso da freguesia dos Prazeres, as casas/apartamentos encontram-se dispares, ou seja, por um lado, existem muitos condomínios fechados, para a classe média/alta, e existem zonas de casa antigas muitíssimo pequenas e degradadas, cujas rendas variam entre os 300€ e os 400€.
Como foi possível ver através dos atendimentos e conversas com locais, a população que vive nestes apartamentos tem poucos rendimentos, e, normalmente, filhos a cargo. Com este panorama, era extremamente necessário arranjar uma solução viável, que ajudasse a estas pessoas a terem um tecto decente, as crianças viverem numa casa com condições, e a preços justos para ambas as partes.
Reflectindo numa possível resolução, e do modo como o mercado de arrendamento se encontra, a solução poderia residir na responsabilização de várias entidades que se uniriam para criar uma resposta para este problema. Assim, imaginei um do género onde houvesse acordos entre:
- as Juntas de Freguesia (pois imagino, que este panorama não deve acontecer exclusivamente nesta freguesia) ou CML, que apoiava monetariamente, com equipa técnica, orientação ou cedência de espaços, por exemplo;
- algumas imobiliárias ou proprietários que tenham um determinado X de fogos a arrendar e que quisessem apoiar esta causa (ou programa, se aumentasse a escala), disponibilizando alguns apartamentos a menor preço (mas não muito mais baixo, pois % era paga pelas Juntas de freguesia/CML e outra pelas próprias famílias);
- e uma equipa de técnicos – fossem eles das Juntas de Freguesia ou de uma entidade exterior – quem estivessem destacados para acompanhar as pessoas que “se candidatassem” a esta ‘ideia’ a saírem da sua situação de pobreza ou carência e, ao longo dos tempos, iam pagando mais pelo seu apartamento, até chegar ao preço correcto.
Sei que seria possível, mas que é um pouco ‘idealista’ pois tem uma grande margem de risco, exigindo um pré-estabelecimento de normas, regras, parcerias, negociação, acordos, critérios familiares de entrada, intervenção, respostas, entre outros factores para que se conseguisse avançar com tal ideia. Subjacente à ideia e os riscos, existem também muitas necessidades, como o controlo de toda a intervenção; a reflexão sobre as famílias que melhor se enquadrassem numa resposta deste tipo; e exigia que as entidades (internas ou externas à ‘ideia’) disponibilizassem técnicos, e muitas horas de trabalho dos mesmos, numa intervenção deste tipo.
Apesar dos riscos, necessidades, trabalho, tempo, dinheiro e tudo o que teria de ser feito para construir uma resposta do género, alguma coisa tem de ser feita, pois, como já tem sido falado na área ou nos média, as famílias têm cada vez menos condições para viver pois a carência e pobreza está a aumentar, como também o número da população sem-abrigo, e as situações de sobre-endividamento.
Um olhar sobre um mundo, sobre pessoas e sobre a nossa sociedade... Conselho: Observem, olhem, vejam, e acima de tudo... reajam!
Reflexão sobre um dos problemas mais comuns na Freguesia dos Prazeres
Como em todos os estágios, existem acções que as alunas realizam ou participam e que não se inserem nos relatórios e trabalho académicos, não havendo forma de mostrar o que, para além do estipulado e da intervenção propriamente dita, fazemos. De entre muitas, uma das actividades que não se enquadraram no relatório final de estágio, foi a realização de atendimentos sociais na Junta de Freguesia dos Prazeres.
De todos os atendimentos que realizei (à volta de 10), os problemas mais comuns foram a falta de dinheiro para pagar a renda, ou seja, estavam à procura de apartamento mais baratos; desemprego; ou procura de apoio domiciliário para idosos a cargo. Para as últimas 2 situações, encontram-se soluções ou ajudas facilmente, mas no caso das rendas serem demasiado altas para conseguir pagá-las sem o agregado ficar endividado é muito difícil.
No caso da freguesia dos Prazeres, as casas/apartamentos encontram-se dispares, ou seja, por um lado, existem muitos condomínios fechados, para a classe média/alta, e existem zonas de casa antigas muitíssimo pequenas e degradadas, cujas rendas variam entre os 300€ e os 400€.
Como foi possível ver através dos atendimentos e conversas com locais, a população que vive nestes apartamentos tem poucos rendimentos, e, normalmente, filhos a cargo. Com este panorama, era extremamente necessário arranjar uma solução viável, que ajudasse a estas pessoas a terem um tecto decente, as crianças viverem numa casa com condições, e a preços justos para ambas as partes.
Reflectindo numa possível resolução, e do modo como o mercado de arrendamento se encontra, a solução poderia residir na responsabilização de várias entidades que se uniriam para criar uma resposta para este problema. Assim, imaginei um do género onde houvesse acordos entre:
- as Juntas de Freguesia (pois imagino, que este panorama não deve acontecer exclusivamente nesta freguesia) ou CML, que apoiava monetariamente, com equipa técnica, orientação ou cedência de espaços, por exemplo;
- algumas imobiliárias ou proprietários que tenham um determinado X de fogos a arrendar e que quisessem apoiar esta causa (ou programa, se aumentasse a escala), disponibilizando alguns apartamentos a menor preço (mas não muito mais baixo, pois % era paga pelas Juntas de freguesia/CML e outra pelas próprias famílias);
- e uma equipa de técnicos – fossem eles das Juntas de Freguesia ou de uma entidade exterior – quem estivessem destacados para acompanhar as pessoas que “se candidatassem” a esta ‘ideia’ a saírem da sua situação de pobreza ou carência e, ao longo dos tempos, iam pagando mais pelo seu apartamento, até chegar ao preço correcto.
Sei que seria possível, mas que é um pouco ‘idealista’ pois tem uma grande margem de risco, exigindo um pré-estabelecimento de normas, regras, parcerias, negociação, acordos, critérios familiares de entrada, intervenção, respostas, entre outros factores para que se conseguisse avançar com tal ideia. Subjacente à ideia e os riscos, existem também muitas necessidades, como o controlo de toda a intervenção; a reflexão sobre as famílias que melhor se enquadrassem numa resposta deste tipo; e exigia que as entidades (internas ou externas à ‘ideia’) disponibilizassem técnicos, e muitas horas de trabalho dos mesmos, numa intervenção deste tipo.
Apesar dos riscos, necessidades, trabalho, tempo, dinheiro e tudo o que teria de ser feito para construir uma resposta do género, alguma coisa tem de ser feita, pois, como já tem sido falado na área ou nos média, as famílias têm cada vez menos condições para viver pois a carência e pobreza está a aumentar, como também o número da população sem-abrigo, e as situações de sobre-endividamento.
Quem sou eu
- Margarida Alonso
- Finalista da licenciatura em Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa.



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